Você sente formigamento, queimação ou dormência nos pés e nas mãos?
Uma dor que parece choque elétrico, que piora à noite e dificulta o sono?
Esses podem ser sinais de neuropatia periférica, uma condição que afeta os nervos do corpo e que, quando identificada cedo, tem muito mais chance de melhora.
Neste artigo, vou te explicar de forma simples o que é a neuropatia periférica, por que ela acontece e como é possível cuidar da sua saúde nervosa.
Quem trata a neuropatia periférica?
A Dra. Fabíola Sozo é especialista em dor com experiência no tratamento da dor neuropática, uma das formas mais desafiadoras de dor crônica. Quem convive com ela sabe bem: é uma dor diferente, que queima, formiga, choca ou pesa, e que muitas vezes não responde aos tratamentos convencionais.
Na consulta, a Dra. Fabíola dedica tempo para entender a história do paciente e realizar uma avaliação clínica cuidadosa, identificando a origem e o padrão da dor. Esse olhar atento é o que permite escolher, com precisão, a melhor estratégia para cada caso.
O tratamento é sempre individualizado e pode combinar medicações específicas com procedimentos intervencionistas, conforme a necessidade de cada paciente, sempre com foco em reduzir a dor e devolver qualidade de vida.
Se você está em Porto Alegre ou em qualquer lugar do Brasil, o cuidado está ao seu alcance — presencial ou online.

O que é neuropatia periférica?
Neuropatia periférica é uma condição causada por danos aos nervos periféricos, aqueles que ficam fora do cérebro e da medula espinhal e que conectam o sistema nervoso central ao restante do corpo.
Esses nervos são responsáveis por transmitir informações essenciais: a sensação de toque, calor, frio e dor; os movimentos dos músculos; e o funcionamento de órgãos como o coração, o estômago e a bexiga.
Quando esses nervos são danificados, eles passam a enviar sinais errados, ou deixam de enviar sinais, e o corpo começa a sentir sintomas que parecem difíceis de explicar.
A neuropatia periférica pode afetar um único nervo, um grupo de nervos ou vários nervos ao mesmo tempo, e os sintomas variam bastante dependendo de quais nervos foram atingidos.

Quais são os sintomas da neuropatia periférica?
Os sintomas dependem do tipo de nervo afetado. Veja os mais comuns:
Sintomas sensitivos (quando os nervos de sensação são afetados):
- Formigamento ou dormência nas mãos e nos pés
- Sensação de queimação ou agulhadas
- Dor em choque elétrico
- Sensibilidade exagerada ao toque – até o contato com o lençol pode doer
- Dificuldade de sentir calor, frio ou dor
- Sensação de que está usando meias ou luvas, mesmo sem estar
Sintomas motores (quando os nervos do movimento são afetados):
- Fraqueza muscular
- Dificuldade para caminhar ou segurar objetos
- Quedas frequentes ou falta de equilíbrio
- Câimbras musculares
Sintomas autonômicos (quando os nervos que controlam funções automáticas são afetados):
- Tontura ao levantar
- Alterações na pressão arterial
- Suor excessivo ou ausência de suor
- Problemas digestivos como enjoo, constipação ou diarreia
- Alterações urinárias
Os sintomas costumam começar nas extremidades, pés e mãos, e podem progredir em direção ao centro do corpo se não forem tratados.

Existem várias causas possíveis para a neuropatia periférica. As mais comuns são:
- Diabetes: é a causa mais frequente. O excesso de açúcar no sangue danifica os nervos ao longo do tempo
- Deficiências nutricionais: especialmente de vitamina B12, B1 e ácido fólico
- Alcoolismo: o álcool é tóxico para os nervos periféricos
- Doenças autoimunes: como lúpus, artrite reumatoide e síndrome de Guillain-Barré
- Infecções: como herpes-zóster, HIV
- Medicamentos: alguns quimioterápicos e outros fármacos podem causar neuropatia como efeito colateral
- Traumas e compressões: lesões que comprimem nervos, como na hérnia de disco
- Causas hereditárias: algumas neuropatias são genéticas
- Causa desconhecida: em alguns casos, mesmo após investigação completa, não se encontra uma causa. Isso é chamado de neuropatia idiopática
Identificar a causa é fundamental para definir o melhor tratamento.

Como saber se tenho neuropatia periférica?
O diagnóstico é feito pelo médico com base nos seus sintomas, no exame físico e em alguns exames complementares.
Entre os exames que podem ser solicitados:
- Exames de sangue – para investigar causas como diabetes, deficiências nutricionais e doenças autoimunes
- Eletroneuromiografia (ENMG) – avalia a velocidade e a qualidade da transmissão dos nervos
- Biópsia de nervo ou de pele – em casos específicos
- Exames de imagem – para descartar compressões ou outras causas estruturais
Se você tem sintomas como formigamento, queimação ou dormência que persistem, não espere para buscar avaliação. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento.
Qual é o tratamento para a neuropatia periférica?
O tratamento da neuropatia periférica é individualizado e depende da causa, do tipo de nervo afetado e da intensidade dos sintomas.
O primeiro passo é sempre tratar a causa, por exemplo, controlar o diabetes, corrigir deficiências nutricionais ou tratar a doença de base. Quando a causa é controlada, os nervos têm mais chance de se recuperar.
Além disso, existem abordagens para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento com um especialista em dor é fundamental para montar um plano de tratamento adequado para o seu caso.
Neuropatia periférica tem cura?
Depende da causa.
Quando a neuropatia tem uma causa tratável, como deficiência de vitamina B12 ou diabetes mal controlado, é possível interromper a progressão e, em alguns casos, recuperar parte da função nervosa.
Nos casos em que o dano nervoso já é mais avançado ou a causa não pode ser completamente eliminada, o foco do tratamento é controlar os sintomas, preservar a função e manter a qualidade de vida.
O mais importante é não ignorar os sintomas. Nervos danificados que não recebem tratamento tendem a piorar com o tempo.
Quando procurar um médico especialista em dor?
Procure um especialista se você:
- Sente formigamento, dormência ou queimação persistente nas mãos ou nos pés
- Tem dores que pioram à noite e atrapalham o sono
- Percebe fraqueza muscular ou dificuldade de equilíbrio
- Já tem diabetes ou outra doença que pode afetar os nervos
- Fez exames e não obteve uma explicação clara para os seus sintomas
O especialista em dor tem experiência no diagnóstico e no tratamento das neuropatias e pode te ajudar a encontrar o caminho certo para a sua situação.
Cuidados no dia a dia para quem tem neuropatia periférica
Além do tratamento médico, alguns hábitos fazem diferença no controle dos sintomas:
- Examine seus pés regularmente: especialmente se tiver diabetes, pois a perda de sensibilidade pode fazer com que feridas passem despercebidas
- Use calçados confortáveis e adequados: para proteger os pés e evitar lesões
- Evite o álcool: ele agrava o dano nervoso
- Mantenha uma alimentação equilibrada: rica em vitaminas do complexo B
- Controle doenças de base: como diabetes e pressão alta
- Pratique atividade física com orientação: ajuda a manter a força muscular e o equilíbrio
- Cuidado com fontes de calor: a diminuição da sensibilidade pode aumentar o risco de queimaduras
Você pode viver melhor com neuropatia periférica
A neuropatia periférica é uma condição séria, mas que tem tratamento e pode ser controlada.
Se você convive com dores, formigamentos ou dormências que ninguém conseguiu explicar, saiba que existe um caminho. Com o diagnóstico certo e o acompanhamento adequado, é possível aliviar os sintomas e preservar a sua qualidade de vida.
Entre em contato para agendar uma consulta. Estou aqui para te ajudar a entender o que está acontecendo com o seu corpo e encontrar juntas o melhor tratamento para você.